O que poderia vos dizer sobre sementes lançadas ao vento? Primeiro: que são sementes. Segundo: que eu não sei mais. Entretanto somos todos semeador e semente lançadas - por um semeador maluco, quem sabe? Mas o semeador não é o que importa, talvez sejamos, nós mesmos, semeador e semente, enigma e decifrador, porém nunca resposta. Sim, sementes, é o que somos. Pequenos grãos que não podem ficar para a posteridade. Há aqueles que pregam a posteridade, mas estes já não podem mais brotar, sua casca já é demasiado fossilizada. Resta-nos apenas a fé no vento. Que a tempestade seja a nossa guia mais confiável. Há certas coisas que nos é impossível a compreensão (não adianta forçar a barra, amiguinhos). O que seria da vida se não fossem os paradoxos? Não adianta franzir a testa para respondê-los. Que a queda no abismo seja o momento de vosso riso. Que mesmo vossa queda seja um tropeção involuntário.
Arquivo para download: A lógica do sentido e a linguagem esquizofrênica em
Gilles Deleuze: uma introdução, por Sandro Kobol Fornazari
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Nas doze séries iniciais da *Lógica do sentido*, tendo como principais
referências a literatura de Lewis Carroll e a filosofia estoica, Gilles
Deleuze...
Há 2 semanas
